A Associação Carioca de Escolas
de Surf (A.C.A.E.S.) vem desde sua fundação, 26 de agosto
de 2008, lutando insistentemente contra a morosidade
do poder público para regulamentar a atividade de ensino
de surfe e suas modalidades (Bodyboard e Longboard) desenvolvidas
nas praias do Rio de Janeiro.
A ACAES é uma instituição
sem fins lucrativos que surgiu da necessidade de organização
do esporte Surfe e de suas atividades de ensino haja
vista a proporção com que vem aumentando o número de
adeptos do esporte. A regulamentação é o objetivo da
ACAES, a expectativa é de se agir em conjunto com a prefeitura
podendo oferecer à população esta atividade esportiva
saudável e de inúmeros benefícios de forma legal e certificada
pelo poder público.
Dentre as propostas da ACAES
elaborada em conjunto com a prefeitura estão: a demarcação
dos locais de atuação das escolas e o distanciamento
entre as mesmas, a fiscalização da qualidade dos materiais
esportivos e de segurança, o treinamento e a atualização
dos profissionais que ensinam a modalidade.
A ACAES, através de seus diretores,
o bodyboarder Marcus Cal Kung e os surfistas Alexandre
Rodrigues e Henry Ajdelsztajn vêm participando de todas
as reuniões convocadas pelo Comitê Gestor da Orla, Secretarias
do Meio Ambiente e Esporte e Lazer e demais entidades
representativas com o objetivo de desenvolver um documento
contendo a descrição para a habilitação da categoria.
Esse documento já foi criado,
já se transformou em minuta e, desde o ano passado, segue
aguardando sua promulgação em Decreto-Lei e sua conseqüente
publicação no D.O.
Há pelo menos 15 anos a modalidade
já vem sendo oferecida ao público em geral e sempre fez
parte do cenário e dos cartões postais da “cidade maravilhosa”.
O surfe tem total identificação
com a imagem do Rio de Janeiro, movimenta um mercado
com altas cifras, está em milhares de propagandas comerciais,
tem milhares de praticantes no Rio de Janeiro, no Brasil
e no mundo. É uma atividade que agrega valor e traz inúmeros
benefícios para a nossa cidade.
Para quem pratica os benefícios
são muitos: ganho de condicionamento físico, conhecimento
técnico do mar, suas correntes e perigos, o prazer de
se praticar uma atividade integrada com a natureza dentre
outros. Para quem não pratica, além da possibilidade
de praticar – uma vez que a modalidade conta com professores
especializados e habilitados junto ao Conselho Regional
de Educação Física (CREF) – existem os benefícios indiretos:
o surfista, o bodyboarder e o longboarder intervêm positivamente
em inúmeros casos de afogamento em função de já estarem
na água próximo à situação de risco; o surfista, o bodyboarder
e o longboarder são legítimos defensores do planeta e
de muitas de suas riquezas naturais tais como as praias
e o oceano.
No caso específico das escolas
de surfe, representadas institucionalmente pela A.C.A.E.S.,
ainda percebem-se ações como conservação da vegetação
nativa das praias, ações de coleta seletiva de lixo e
conscientização de banhistas quanto à necessidade de
preservação, orientação de banhistas quantos aos pontos
perigosos para banho servindo como agentes auxiliares
ao GMAR - Corpo dos Bombeiros.
A A.C.A.E.S. vem a público
informar que depende desta ação da prefeitura para assim
poder agir em conformidade com a lei. Enquanto a prefeitura
não regulariza a situação das escolas de surfe, as mesmas
têm de trabalhar sob o fantasma do “choque de ordem”.
E o pior é que além de deixar toda uma categoria de profissionais
apreensivos com essa situação ainda sobra para o povo
carioca o risco de ficar à deriva, correndo o risco de
receber um serviço desqualificado praticado por pessoas
que se aproveitam da chegada do verão para ganhar uns
trocados a mais.